Aprendizado

 
APRENDIZADO DO DIA...
Muitas vezes estamos presos ao passado, presos às lembranças de dias felizes e pessoas que nos fazem falta, vivendo presos à infelicidade de uma memória ...




Já fica a dica de leitura pra quem já leu O Pequeno Príncipe, claro que não é a mesma coisa, O Pequeno Príncipe sempre será único, mas vale a leitura.) Então resolvi colocar um fragmento do livro aqui:

“– Então devemos renuncias às nossas lembranças? – atalhou o Jovem Príncipe, pois as lembranças da flor e de seu amigo ainda eram importantes para ele.
– Não, pelo contrário. As lembranças agradáveis e as experiências gratificantes podem reconfortar você em momentos de solidão e dificuldade. O que você deve evitar é se apegar a esse passado seguro e se prender a ele, negando a si mesmo a experiência do presente. O passado é certo, porque está encerrado, morto. Mesmo assim, existem aqueles que preferem a calma e a segurança da morte às incertezas da vida, com suas possibilidades alternadas de sofrimento e alegria.

                Após alguns minutos acrescentei:

– Outro modo de fazer as lembranças conspirarem contra sua felicidade presente é querer sentir a mesma coisa de novo. Isso nunca ira acontecer. Assim como a água de um rio nunca é a mesma, as situações da vida nunca se repetem. Mas é incrível como tantas pessoas caem na armadilha de tentar reviver as mesmas experiências. Essa atitude as impede de aproveitar as experiências novas, tão ou mais agradáveis que as passadas. Nisso, lembram os animais que retornam ao lugar de onde encontraram alimentos antes até morrerem de fome, simplesmente porque não querem procurar um pouco mais.
                Permanecemos em silencio por um bom tempo, mergulhados em nossos pensamentos. Um dos méritos menos valorizados de uma paisagem é que ela sempre mantém uma respeitosa distância. Quando o Jovem Príncipe falou, suas palavras me surpreenderam.

– Obrigado – disse ele.
– Por que você esta me agradecendo?  – perguntei.
– Porque você me salvou da infelicidade.
– Como assim? – Indaguei.
– Bem eu estive pensando sobre o que você falou e descobri que havia um pensamento enraizado em minha mente. Era o seguinte: eu nunca seria realmente feliz se não encontrasse um amigo como o meu piloto perdido. Esse pensamento contém os três obstáculos que você mencionou antes. Primeiro, a necessidade de “alguém como ele”, que me faria ignorar outras pessoas, diferente, mas também dignas e interessantes. Segundo, a questão da “segurança”, pois eu nunca vou poder estar absolutamente certo que encontrei alguém como ele. E terceiro, a “busca”, que faz como que eu me concentre em encontrar alguém que conheço, um acontecimento futuro, sem dar valor às pessoas que estão ao meu lado.”


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